A cara de óculos

VIREI “A CARA” DE ÓCULOS, E AGORA?

Em meio a uma pandemia, com consequências mundiais, onde o cuidado é pré-requisito básico me vi tendo que usar óculos, e agora?

Tudo começou em janeiro, quando ainda estava tudo “normal” e eu preparava um material para o trabalho no PC. Em menos de 1h de preparação senti a vista turvar, os olhos lacrimejarem e a cabeça doer…pensei logo, é stress causado pelo ritmo frenético da vida. Parei, respirei um ar, tomei uma água gelada e acalmei a mente…voltei 15 min depois e consegui trabalhar mais 30 minutos…mas os sintomas voltaram. Analisei com calma a situação e falei: é a luz do sol contra a tela do PC que está causando isso, vou mudar de local…pronto, resolvido….só que não. Insisti que era momentâneo e ia passar em alguns dias, mas os sintomas passaram a me acompanhar de forma mais intensa, até que passei a não ignorar mais o que meu corpo queria me falar e fui procurar um especialista para fazer um exame de vista.

Comecei sendo recebida com uma série de perguntas sobre minha vida, meus hábitos, minha saúde…achei legal alguém querer saber de mim antes de me “futucar”. Após a leva de perguntas fui direcionada a um equipamento para enxergar uma casinha azul em um campo verde (ô cena bucólica gostosa). Aquele equipamento testou meus dois olhos e ao final imprimiu um papelzinho com uns números. Então depois fui direcionada para uma cadeira gostosa e o profissional colocou uma luz em meus olhos e um equipamento em minhas pálpebras para medir e diagnosticar a saúde deles…até aí tudo bem. Então o especialista em uma gama de 200 lentes pegou duas e colocou em um óculos esquisito e pediu para eu ler umas letras na parede lá longe…ô troço difícil a famosa perguntinha “melhor este ou este”…eu vou lá saber, parece tudo igual…kkkk. Ao final de uma sequência de testes veio o diagnóstico e uma receitinha: você tem miopia e astigmatismo……astig o que? Que troço é este moço?

Muito pacientemente o profissional me explicou que isso era muito comum nos dias de hoje e que a miopia era apenas uma dificuldade (ainda muito pequena e mal percebida por mim) para enxergar para longe, e o astigmatismo era uma sensibilidade maior à exposição da luz, causando maior irritabilidade. Mas que eu ficasse muito tranquila pois ambos eram ametropias de graduação baixa e que se eu me cuidasse não tendiam a evoluir…ufa. E o que a bendita receita dizia afinal? Dizia meu grau, as medidas necessárias para confeccionar meus óculos que me ajudarão nesta nova etapa.

Oi, óculos, como assim? Não quero virar uma quatro olhos…logo eu, toda trabalhada no vizu ter que colocar um troço para me atrapalhar e perder likes no instagram…fala sério! Quando cheguei na fatídica ótica para levar minha receita fui surpreendida, pois a acolhida do consultor foi magnífica, ele nem olhou para a receita e quis saber como eu estava, no que eu trabalhava, se eu já era adepta do uso de óculos, quais os sintomas eu sentia, qual a minha expectativa com o óculos,,,me ofereceu um expresso dos Deuses e ali esqueci da vida…falamos por quase 30 minutos quando finalmente ele falou “posso ver sua receita”…aí voltei pra Terra, tremi e pensei “é agora”. Mais uma vez fui encantada pois ele me tranquilizou falando que meu grau era muito baixo e isso me daria uma gama incrível de opções de armações e lentes…então me perguntou se eu gostava de moda, qual a imagem que eu gostava de passar quando estava no trabalho, qual eu gostaria que vissem quando estivesse em casa, como eu me sentiria causando no final de semana com amigos, etc….nem preciso contar que viajei novamente né.

Mais 15 minutos de papo gostoso e ele me pediu um tempo e saiu com uma bandeja…quando ele voltou uns minutos depois com 10 modelos simplesmente bafônicos fiquei em êxtase e me apaixonei logo por uns 4. Como meu grau era baixo minhas lentes precisariam apenas de proteção maior contra a luminosidade, então o custo não era tão impactante e com o valor que eu tinha em mente consegui sair de lá com 3 modelos para montar meu vizu. Entendi que o óculos e a moda caminhavam juntos e aquele que seria o causador por estragar minha aparência na verdade ia me ajudar a dar força para características que eu gostaria de passar naquele momento. E deste dia em diante deixei de pré-julgar para mergulhar no universo desconhecido e poder fazer minhas próprias experimentações.

Dali em diante passei a ser “a cara” dos óculos e já tenho uma coleção de mais de 10 modelos, um para cada situação e estado de espírito.

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